O ano era 2000. Ainda no século passado e eu terminava o curso de Ciências da Computação. Enfim livre das noites puxadas saindo de Osasco (onde eu trabalhava) a caminho do Ipiranga, em um caminho de 30 km pelo até então menos caótico trânsito de São Paulo. Durante a colação de grau, decidi que estudaria tudo que quisesse por conta própria. Não aproveitei aquela faculdade como gostaria e na minha visão míope de um pós-adolescente “prodígio”, havia ensinado muito mais do que aprendido.

Desde então tudo que eu gostava, eu estudava sozinho. Virei blogueiro pesquisando, aprendi uma nova linguagem de programação, estudei marketing, estudei projetos, empreendedorismo… o assunto interessava, eu ia atrás. Até que a culinária entrou de verdade na minha vida lá por 2005/2006, quando nasceu o Homem na Cozinha e eu continuava aprendendo tudo sozinho e na raça. Mas sempre faltou algo, sempre faltou técnica, aprimoramento.  Sempre faltou o “me ensinarem a aprender” que temos nos cursos formais. Foi nessa época que voltei a estudar “formalmente” fazendo um curso de sushi man, fazendo mini cursos de sommelier, fazendo aulas de comidas regionais.
Acontece que como tudo na vida, nós evoluímos e eu passei a sentir falta do ambiente acadêmico. Sentir falta da gana de aprender, da troca que existe entre alunos e professores. Pensei em fazer a tal da pós graduação que sempre me cobravam quando eu apresentava meu Currículo, mas isso não me faria feliz.


Voltei a sonhar.

Eis que surge 2011 na minha vida. Um começo turbulento, uma virada de mesa e a decisão de uma vida melhor. Por que não sonhar de novo?? Por que não deixar de sonhar e realizar os sonhos ? Foi quando reli um texto do meu amigo Janio sobre seu avô e a luta pelos sonhos   e resolvi realizar o sonho, ao invés de sonhá-lo. Eu voltaria para a Universidade e faria a coisa que eu mais tenho amado na vida – Cozinhar!!!!!


Como escolher a faculdade?

Decisão tomada, começam as questões chatas. Quais faculdades oferecem esse curso? Onde ficam? Quanto custa? E toca o rapaz autodidata fazer pesquisa e planilhar tudo.
Acabei tomando a decisão que não tomei naquela faculdade do começo do post – Escolhi a faculdade mais perto de casa (ou do trabalho). Por menor que seja o curso – 2 anos – a qualidade de vida deve ser uma prioridade (mais uma sabedoria da idade).  Obviamente que valor de mensalidade também influenciou na decisão, mas os R$ 300,00 de diferença entre cada uma das instituições não influenciariam tanto assim no meu orçamento.  E toca ligar para a Universidade e entender o processo de matrícula para portador de diploma. E toca esperar e esperar e por fim, participar de um processo seletivo, uma vez que o processo de portador de diploma não fechava nunca.
Enfim, dia 29 de dezembro estava matriculado no curso de Gastronomia da Universidade Paulista – campus Cidade Universitária. Esse será meu endereço noturno provisório nos próximos dois anos. Mas obviamente que estarei relatando muito desse processo aqui, na categoria Blog e nas receitas que for desenvolvendo a partir do segundo semestre. 🙂