Meu primeiro contato com ele, foi lá pelos 10/12 anos. Assistia um filme do James Bond com meu pai e a Bond Girl pilotava um conversível branco e imediatamente me apaixonei, sem saber que era o ícone. Nessa toada, fui apresentado pouco tempo depois para a maior e mais espetacular cena de perseguição do cinema e ele estava lá com Steve McQueen. Na minha inocência de criança eu pensei: “um dia eu vou dirigir um Mustang desse jeito”.

O tempo passou e eu nutria a minha fantasia por aquele carro V8 dos filmes que tinha visto quando criança. Miniaturas, revistas, fotos e alguns carros de coleção que vez por outra curavam meu caminho aqui em São Paulo.  Algo naquele cavalo na frente do capô sempre mexeu comigo e o desejo por aquele carro sempre guardado.

Eis que uma vez, lá no final da década de 1990 com uma posição financeira confortável surgiu um anúncio de um Mustang dos anos 60 por algo parecido com 7000 dólares e algo me fez deixar passar a possibilidade (teria sido o melhor investimento de toda uma vida). Preferi ficar com as miniaturas e pôsteres e sonhar não mais com uma perseguição por São Francisco e sim por uma road trip na Route 66.

Seguiu a vida e esse site nasceu despretensiosamente e me possibilitou algo que aquele menino de uns 10/12 anos jamais sequer sonhou – eu fui para uma pista de corrida com um Ford Mustang V8.


A experiência de dirigir o Mustang na Pista

Já contei aqui das diversas experiências que tive com a Ford nos lançamentos de carros e posso dizer que esses eventos me trouxeram alguns ótimos amigos e esse teste drive que fizemos foi especial pela presença de boa parte deles. Saímos daqui de São Paulo as 7 da madrugada diretamente para Indaiatuba, no autódromo fazenda Capuava.  Era lá que os cavalinhos nos esperavam. O carro que tem 466 cavalos, guardado dentro de um motor v8 5.0 e com um câmbio de 10 velocidades com a opção de paddle shift, rodas de 19″ e um interior impecavelmente confortável (algo raríssimo em um esportivo para um cara de 1,94cm de altura e mais de 100kg).

Breve café de boas vindas, apresentação do carro e o briefing da pista – uma pista travada, com curvas acentuadas é uma reta em subida que daria para sentir o carro. Daríamos 3 voltas, sendo a primeira para conhecer a pista e a ultima para retorno aos boxes e SEM ULTRAPASSAGENS. 

Quando chamaram meu nome e disseram “você vai no branco” caiu a ficha. O menino ia para a pista com o seu sonho. 

Arruma espelho, posição de banco, tenta baixar mais o banco – não dá – quem manda ter quase 2 metros e ainda usar um capacete né??? 

190 e quanto?

Na apresentação do carro foi comentado sobre os modos de condução e sobre a programação do escapamento. Obviamente fui conferir se estávamos com opção de pista e se os controles de estabilidade estavam  como eu queria (não optei pelo pista+ para não correr o risco de estragar a brincadeira com os 8 airbags abertos).

“Pista liberada”. Foram as palavras mágicas do fiscal de pista e automaticamente meu pé direito afundou aquele pedal com gosto para em poucos segundos (não foram os 4,3 que ele leva para chegar de 0 a 100km/h) e o instrutor cortou meu barato… “Maneira nessa volta, senão você chega rapidinho no outro carro….” . Mesmo devagar, já dava para sentir o carro. Uma curva a 80km/h, aceleração na subida, usar o freio..sim, é um carro que pede pedal. ” ricardo, segura mais um pouco que aí você pode acelerar o quanto quiser” enquanto estava lá pela metade da pista.

Entrando na reta que antecede a grande reta do autódromo, recebo o sinal do instrutor que não precisaria parar mais e grudamos no banco. Sim, a aceleração do Little Pony é forte. Acelera na reta e vai observando o boxe cresceoooooops, já passou o boxe e já precisamos tangenciar a curva..(aaaahhh como eu queria ter gravado isso). Fazer a pista acelerando, mesmo com os cones colocados estrategicamente para diminuir os riscos do trajeto, mostrou o que já previa. O carro é seguro, é agradável de dirigir e eu já estava de novo na penúltima curva e eu precisava saber até qual velocidade eu conseguiria chegar naquela pista. Não chegaria aos 250km/h eletronicamente bloqueados de fábrica, mas queria chegar o mais perto possível tangência a última curvada acelerando e vai 120, 130, 150… Confere a pista, dá mais 180, 193… Aí optei por olhar a pista e não mais o velocímetro (o instrutor disse que chegou em 196km/h) com aquele ronco característico dos V8 como trilha sonora.


Conectividade e acessórios 

Na pista, não consegui usar o Sync3, nem conferir o Waze funcionando com o Apple car play pela primeira vez no Brasil, mas pude conferir a tela de 12″ que é totalmente configurável – 27 opções de cores, mudanças características de cada modo  de condução. 

Confesso que nem liguei o som, mas são 12 alto-falantes com 390w de potência. 

No Brasil, o Mustang GT Premium 5.0 está sendo vendido por 299.900,00 reais,  nos 3 primeiros anos de garantia tem as revisões com um preço fixo que somam R$ 2880,00 e terá atendimento nos 350 distribuidores no Brasil. Para os reparos extensos, já são 36 distribuidores com especialistas.


Impressões 

Foram pouco mais de 10 minutos a bordo do carro que aquele menino tanto sonho e foi divertido.

Fico agora imaginando e quem sabe, planejando, conduzi-lo pela Rota 66 ou alguma rodovia brasileira para trazer impressões mais reais para vocês.